Pum pum pum. O trovejar do fogo preso em forma de lágrima dourada que cai em cascata pela borda da cobertura do Estádio Olimpico é escutado em todo o Mundo. O Rei fica apreensivo e olha para o Príncipe que, extasiado, aplaude o sobrinho à frente de toda a delegação nacional. O porta-estandarte entra triunfante pela pista do areopago em delírio. A Rainha e a filha, emocionam-se e deixam cair duas lágrimas.
Que rainha imperiosa guarda ao pé dos seus lagos a memória da minha vida partida? Fui o pajem de alamedas insuficientes às horas aves do meu sossego azul.
ResponderEliminarNaus longe completaram o mar a ondear
dos meus terraços, e nas nuvens do sul
perdi minha alma, como
um remo deixado cair.
F. Pessoa (O Livro do desassossego)